
O Open açoriano é o quinto torneio do ano no Timestamp Golf Tour, o circuito nacional de profissionais
Pedro Lencart e Vasco Alves lideram o 43.º Open Pro-Am do Clube de Golfe da Ilha Terceira (CGIT), que hoje (sexta-feira) arrancou naquele campo dos Açores. Curiosamente, jogaram juntos e ambos cumpriram a primeira volta em 68 pancadas, 4 abaixo do Par.
O Open açoriano é o quinto torneio do ano no Timestamp Golf Tour, o circuito nacional de profissionais, sancionado pela FPG e pela PGA Portugal, e distribui 13.500 euros em prémios monetários.
Lencart persegue um segundo título no CGIT, depois do averbado há dois anos, e arrancou da melhor maneira, com 5 birdies nos primeiros 9 buracos e mais 2 birdies nos últimos 9.
Alves foi vice-campeão no ano passado (empatado com o açoriano Francisco Costa Matos) e hoje teve um rendimento inverso ao de Lencart, pois não começou bem, mas finalizou com 5 birdies nos últimos 7 buracos!
«Este é o terceiro ano que venho cá, o Vasco creio que é o segundo, e conheço melhor o campo. Mesmo assim, não deixa de ser difícil ler as linhas e os greens, ou escolher as linhas do tee», disse o duas vezes campeão nacional de profissionais, Pedro Lencart, jogador do Norte de Portugal, mas residente no Algarve.
«Tenho-me sentido bem a jogar, curiosamente, hoje não comecei bem e ao fim de 11 buracos ia com +1, parecia que nada saía. No buraco 12 dei um drive aparentemente muito mau e pensei que a volta poderia ter ido por água abaixo, mas consegui fazer um birdie e aí as coisas viraram e fiz mais birdies no 14, 15, 17 e 18, o que foi bastante bom», explicou Vasco Alves, profissional do Oporto Golf Club, em Espinho. Ele foi o n.º2 no Ranking do Timestamp Golf Tour de 2025 e está de novo na luta por ser o n.º1 em 2026.
Os dois portugueses são perseguidos a apenas 1 pancada de distância pelo espanhol Thomas Artigas (-3), um jogador de Alicante, antiga estrela da University of New Orleans, nos Estados Unidos da América, antes de passar a profissional no final de 2024.
No ano passado, Thomas Artigas era o líder após 18 buracos, com 4 abaixo do Par. Hoje esteve perto de repetir esse resultado. É indiscutível que o campo do CGIT adequa-se ao jogo deste antigo top-5 do ranking mundial de ‘pitch & putt’.
«Sim, gosto muito de jogar nos primeiros dias, aqui, na Terceira. Gosto muito do campo porque o ‘layout’ é fantástico, só passear pelos buracos e ver estas árvores… Este ano o clima está muito melhor, o que também ajuda. Aqui, tens de ser muito preciso do tee e colocar a bola no fairway. Depois, tens de ter sorte e meter uns putts, sendo preciso jogar com muita calma», disse o espanhol, recordando, realmente, a muita chuva do ano passado, um contraste com o sol deste ano.
O 4.º lugar é ocupado pelo suíço residente no Algarve, Alex Amey, com 70 (-2), enquanto o 5.º posto é partilhado por Hugo Santos e Michael Duarte, ambos com 71 (-1). Santos venceu por três vezes este Open (2022, 2017 e 2013), enquanto Duarte é um antigo vice-campeão da prova.
«Isso já foi há uns bons anos e eu era muito mais novo. Mas hoje correu bem. O back nine foi muito bom, em -3, e acabei com birdie-birdie, no 17 e no 18, uma coisa que é difícil de se fazer aqui», disse Michael Duarte, treinador no CGIT, o melhor açoriano no final da primeira volta.
André Medeiros, de São Miguel, está no 10.º lugar com 75 (+3) e Francisco Costa Matos, também de São Miguel, surge emptado em 20.º com 82 (+10).
Quanto aos dois profissionais da Região Autónoma da Madeira, Luís Franco e João Pedro Sousa, estão empatados no 16.º lugar com 79 (+7), o mesmo resultado da ex-tetracampeã nacional de profissionais, Susana Ribeiro.
A primeira volta do 43.º Open Pro-Am do CGIT foi aproveitada pelo presidente da PGA Portugal, Rui Morris, para homenagear o ex-selecionador nacional, Sebastião Gil. «É o primeiro membro honorário da PGA Portugal», disse Rui Morris. Uma cerimónia em que marcou presença o membro da Direção da FPG, Miguel Gaspar.