
N.º 1 mundial começou com 68 (-2) em Royal Birkdale e está a um shot do top-5
Uma semana depois de ter falhado o cut no Genesis Scottish Open, Scottie Scheffler deixou o desaire para trás e teve um bom arranque na defesa do título no 154.º The Open Championship, no Royal Birkdale Golf Club, em Southport, Inglaterra.
O n.º 1 mundial marcou 68 pancadas, 2 abaixo do Par 70 do campo, o que coloca entre os 13.ºs, a uma só pancada do top-5.
“Se continuar a bater na bola como fiz hoje e continuar a dar-me boas oportunidades, isso faz parte do jogo”, disse Scheffler. “O golfe joga-se em 72 buracos, e eu definitivamente gostei do que vi hoje.”
Scheffler acertou 13 dos 14 fairways nesta quinta-feira e deixou vários putts a centímetros do buraco, o que o poderia ter deixado mais acima na tabela.
Teve alguns, poucos, maus swings, mas que foram bastante penalizadores. Fez quatro birdies nos primeiros seis buracos, mas este foram os únicos do dia, num cartão de jogo em que também assinalou dois bogeys (7 e 17).
O penúltimo buraco foi o que mais chamou a atenção depois da ronda. A pancada de aproximação de Scheffler no par 5 desviou para a direita e parou num emaranhado de erva alta. Scheffler pensou que alguém poderia ter pisado a bola, mas “ninguém o admitiu”. Considerou a possibilidade de uma pancada injogável, e a penalização que sofreu justificou essa decisão. A bola foi direta para a esquerda, atravessou o fairway e caiu no mato do outro lado. Com uma posição muito melhor aí, Scheffler jogou para o green e terminou com um bogey.
“Não pensei que conseguisse tirar a bola da relva onde estava, mas consegui. Só não consegui fazer o up-and-down”, disse Scheffler. “São coisas que acontecem; às vezes bates na bola e consegues uma posição limpa e tens uma boa hipótese, e outras vezes, como hoje, pagas um preço bastante alto. Mas acho que é melhor não falhar a pancada.”
Scheffler está de volta a um lugar familiar, disputando novamente um major. Terminou em segundo lugar no Masters e jogou ao lado de Wyndham Clark na dupla final do US Open.
Scheffler está a jogar as duas primeiras voltas do The Open num grupo com o seu compatriota Bryson DeChambeau (67) e o inglês Tyrrel Hatton (69), e hoje este trio esteve em grande nível, numa grande partida de golfe.
O líder é o norte-americano Jackson Suber com 65, seguido do sul-coreano Sungjae Im e do inglês Dan Brown, ambos com 66 (-4).
No quarto lugar há um grupo de nove jogadores que fizeram 67, composto pelo americanos Bryson DeChambeau, Alex Smalley, Ryan Gerard, Pierceson Coody e Cameron Young, o belga Thomas Detry, o escocês Robert McIntyre, o italiano Francesco Molinari (campeão em 2018) e o sul-africano MJ Daffue.
Tom Kim, o jovem e muito tarimbado sul-coreano Tom Kim, vencedor do Genesis Scottish Open, finalizou a volta com 70, nos 39.ºs.
Decepções do dia, houve várias: Rory McIlroy, o n.º 2 mundial, consagrado em Abril bicampeão do Masters, fez 72, encontrando-se entre os 87.ºs. McIlroy tem parceiros de formação o norte-americano Xander Schauffele (71) e o inglês Matt Fitzpatrick (72).
Wyndham Clark, que em Junho venceu o US Open pela segunda vez em quatro anos, assinalou 73. O inglês Aaron Rai, campeão do PGA Championship em Maio, está com 71.
Jordan Spieth, o último a vencer quando o The Open se realizou em Royal Birkdale, em 2017, marcou 73.
Contas feitas, 38 dos 156 jogadores em competição jogaram abaixo do Par.